A estratégia invisível contra o caos nas salas de aula

Por Elisangela Xavier

CEO e Fundadora da Sigma Educação.

Em um Brasil em que a ansiedade infantil explode desde o pós-pandemia, em que o bullying atinge 1 em cada 5 alunos do ensino fundamental, trabalhar as habilidades socioemocionais na escola emerge como necessidade urgente. Autocontrole, empatia e resiliência não são luxos: são ferramentas essenciais para as crianças atravessarem a jornada escolar. Alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente empatia e cooperação, transformam ambientes tóxicos em espaços de crescimento pessoal e são fortes aliadas na melhoria da aprendizagem. Mas o que acontece quando famílias e escolas ignoram esse pilar?

O preço alto da negligência

Sem essas competências, o caos reina, estudos como o do Instituto D'Or (2023) mostram que crianças sem treinamento socioemocional exibem hiperatividade 30% maior e sociabilidade reduzida, levando ao isolamento e fracasso acadêmico. Vivemos isso na prática social cotidiana, não só nas escolas, mas em todos os ambientes sociais, testemunhamos crianças cada vez mais hiperativas e menos sociáveis. Podemos dizer que é uma consequência forte da falta do estímulo no despertar das habilidades socioemocionais, muitas vezes por incapacidade da família ou dos cuidadores de promover esse processo.

Existe uma vertente de profissionais da educação que sustentam a tese de que escola foi feita para escolarizar, ou seja, apresentar conteúdos acadêmicos que possibilitem ao indivíduo aprender teorias, uma outra vertente, mais coerente e ampla, acredita que educar é um compromisso de toda a sociedade em que aquela criança está inserida, todos que fazem parte da sua vida têm a obrigação e deveriam ter o compromisso de contribuir com a sua educação.

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